Por que Little Mix é a maior girlband da atualidade?

 

Só de ler o título dessa matéria me dá um arrepio, sabe? Eu, mulher, fã de Little Mix, consigo ver claramente como elas podem ser consideradas a maior girlband da atualidade, mas como eu vou explicar tudo isso? Coloco Woman Like Me pra tocar e tudo fica muito fácil! Ser mulher e ter uma banda hoje em dia são dois grandes desafios, sem dúvidas! Pra quem não conhece, o LM nasceu em 2011 durante da oitava temporada do The X Factor UK, o mesmo que revelou o nosso amado One Direction.

Eu volto nessa época, por que vou provar pra vocês que LM merece esse título pelo simples fato de estarem aqui em 2020 fortes e indomáveis falando de feminismo, machismo, aceitação, body positive, e principalmente, do empoderamento feminino! Em entrevista recente a Glamour, Leigh-Anne Pinnock, afirmou que, por volta de 2011, as meninas foram aconselhadas a não falaram sobre o feminismo, já que era um assunto polêmico.

“Éramos muito jovens. Não éramos tão espertas quanto hoje”, disse, afirmando que as quatro acataram às ordens sem resistência.

“Agora temos orgulho de dizer que somos feministas”, afirmou.

Leigh-Anne ainda falou sobre sua árdua jornada contra o racismo e o machismo.

“Os produtores (do “The X Factor”) diziam que não iríamos conseguir nada por ser uma banda de garotas, e bandas de garotas não se saíam bem”.

Parece que não foi bem assim, né amigos? O mundo passou a falar mais sobre o feminismo e a indústria passou a se ajoelhar para mulheres que tem voz, falarem ainda mais. A lista é extensa, mas o simples fato de uma mulher conseguir ser artista em uma indústria extremamente sexista, é uma grande vitória! As meninas do LM sempre contribuíram para o movimento, já que mesmo no começo da carreira nunca terem falado disso abertamente, o trabalho evoluiu para isso. E a cada oportunidade de liderar uma narrativa feminista no mundo da música, elas aproveitaram.

Vou citar alguns exemplos,

Power – Glory Days (LM4)

O homem é você, mas eu tenho, eu tenho, eu tenho o poder
Você faz chover, mas eu faço, eu faço, eu faço cair os céus
Você deve saber que sou eu quem está no controle
Eu deixo você controlar comigo, contanto que você não esqueça 

Salute – Salute (LM2)

“Garotas de todo o mundo
Escutem
Estamos procurando por recrutas
Se vocês estão comigo
Me mostrem as suas mãos
Levantem e saúdam
Coloquem seus saltos altos de matar, tênis, sapatilhas
Ou cadarços nas botas
Representando todas as mulheres
Saudações, Saudações”

Wings – DNA (LM1)

“Mamãe me mandou não desperdiçar minha vida
Ela disse “abra suas asas, minha pequena borboleta
Não deixe o que eles dizem manter você acordada à noite
E se eles lhe fizerem coisas ruins
Então podem ir embora”

Os exemplos acima são músicas dos dois primeiros álbuns da carreira das meninas que, mesmo que sutilmente, já falavam do que realmente importava. E foi essa força que fez uma nação de fãs do mundo todo se ajoelharem para o tão esperando LM5, que temos amadurecimento e o ápice do crescimento delas.

O álbum enaltece em todos os momentos a liberdade feminina da mesma forma que o grupo se libertou da SYCO, gravadora que controlava excessivamente cada momento da carreira das meninas. Por mais que esse seja a marca final do contrato, o LM trouxe um discurso de empoderamento real, resultado de 7 anos de trabalho e crescimento.

Por mais que o próximo álbum seja a marca oficial do fim do contrato, o quinto álbum de estúdio da girlband cria um discurso genuinamente empoderado, que funciona como um resultado de sete anos de crescimento e provações. Fora os clipes das músicas que pelo amor de deus, me fazem querer gritar de tão perfeitos!

Strip é um grito de libertação que me arrepia todinha. É a prova que o Little Mix não precisa mais pedir permissão, ou impor respeito, como na letra de Salute, por exemplo!  Ele é a prova de autossuficiência e é isso! Será que precisamos de mais motivos?

Woman Like Me te convida a ser quem você é e deixar as pessoas te amarem simplesmente por ser quem você é!

E elas finalmente vem ao Brasil para o Festival GRLS e não poderia ser em ocasião melhor, sabe? Eu vou estar lá na primeira fila, e você? Garanta já seu ingresso no site da T4F, clicando aqui.

Talita de Alencar

30, editora e fotógrafa do Na Mira!

1 comentário
  1. Amo Little Mix um montão. A graça delas para mim é a compreensão desde o início que mesmo que seja importante saber seu poder individual, ninguém vai a lugar nenhum sozinho. A cada entrevista, álbum, projeto eu vejo a magia que a unidade tem. O amor entre elas brilha.

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